5 de jun. de 2010

Twitter do Tas - @MarceloTas

Polêmica e humor no Twitter por um especialista no assunto
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Fonte: Leia a matéria completa e ampliada no site da IstoÉ.

Trata-se de mais uma iniciativa bacana da mídia. Uma coluna na revista impressa cuja fonte de conteúdo é a intereção do Marcelo Tas (CQC) com seus seguidores no Twitter. #promete

4 acordes…

… e quase 40 músicas.

Dica do Bruno Pacheco.

3 de jun. de 2010

Eliel Vieira sorteia “Uma força em movimento”, de Erwin McManus

A igreja - não a instituição formal nem o prédio - é uma força divinamente criada e capaci978-85-62877-02-5tada para transformar o mundo. No entanto, ela só pode cumprir efetivamente sua missão à medida que se engaja na comunidade, ousando sair da atrofia dos métodos para dar liberdade à criatividade com a qual foi agraciada pelo Criador. É essa igreja, que aceita todos os riscos para penetrar na cultura com sua mensagem maravilhosamente subversiva, que Erwin McManus propõe em Uma força em movimento

O autor propõe uma nova arquitetura cultural, cujos componentes estruturais podem (e devem) ser encontrados em um cristianismo contextualizado, que mantém seus valores, mas continua sensível aos movimentos da comunidade, do povo, do tempo e das circunstâncias que o cercam. Uma força em movimento mostra o poder de uma espiritualidade que transforma a história humana de dentro para fora à medida que se envolve com a cultura em todos os níveis - pessoal, comunitário, étnico, nacional e universal.

Sobre o livro:

Lançamento: Setembro de 2009
Editora: Garimpo Editorial
Compre o livro: http://www.garimpoeditorial.com.br/cristianismo_umaforca.html
Leia um trecho do livro: Clique aqui.

Para participar do sorteio, acesse o blog do Eliel Vieira. 

Para conhecer melhor o McManus, reveja este post: Igreja pode virar estrela do Super Bowl.

Eu queroooooooooo! \o/

Controverso, eu?

Não me considero um polemista, embora reconheça a minha insistência em questionar, embora saiba que vez por outra peso nas tintas ao criticar, embora consciente do meu atrevimento por tentar derrubar vacas sagradas de seus pedestais teológicos. Um tanto de gente me escreve perguntando sobre boatos que se espalham por corredores virtuais me acusando de perigoso. Sinceramente, não me acho uma ameaça (sem bem que Hitler também não se achava!).

Vou tentar explicar pela enésima vez porque disse que estava de saída do movimento evangélico – enumero para que fique mais didático:


1. Por razões éticas

Não consigo acertar o passo com os escândalos que sacodem quase semanalmente o movimento evangélico. Na minha opinião, um claro sinal da septcemia moral que o devasta. Alguém diria: “Esses escândalos representam apenas uma pequena parcela do movimento e os demais não podem ser responsabilizados”. Ora, ora, se os desmandos do neopentecostalismo não representam o todo, então porque os evangélicos se valem do crescimento das mega-igrejas, dos ministérios televisivos, para impressionar com as estatísticas do IBGE? Se há necessidade de separar quem é quem, então que profetas se levantem e denunciem o circo vergonhoso que se tornou a pretensa “pregação do evangelho” que não passa de uma neurolinguística fajuta. 

2. Por razões teológicas

Milagres a granel são prometidos indiscriminadamente pelas igrejas. O movimento evangélico virou um movimento antropocêntrico. Deus foi reduzido a um poderoso consertador de problemas, a um super-gênio da lâmpada que cumpre desejos, a um magnífico Papai Noel que dá o que se pede. Oração se transformou em técnica de manipular o divino; obediência, um jeito de desobstruir os dutos por onde correm as bênçãos; e fé, uma força que arrasta o coração de Deus na direção dos humanos, sempre miseráveis. 

Na verdade, se me perguntarem se concordo com um mundo engrenado pela providência que faz com que todos os nano eventos do universo tenham a tutela de Deus, responderei que não. Se me perguntarem se creio que crianças já nascem pecaminosas e “filhas da ira” de Deus, repetirei que não. Enfim, eu jamais passaria nas provas de catecúmenos da maioria das igrejas evangélicas. 

3. Por razões existenciais

Por anos, corri, corri, sobre a plataforma evangélica de salvar almas, de garantir o céu para os pecadores danados. Quando vi que a fronteira da velhice se avizinhava, descobri que as pessoas que haviam carimbado o passaporte para a vida eterna eram malvadas, iracundas, traiçoeiras, ingratas, mais amantes de suas doutrinas do que do próximo. Eu tinha distribuído salvo conduto que dava entrada para as ruas de ouro do Paraíso, mas fracassara em ajudar homens a honrarem as calças que vestiam. 

Recentemente, pregando em Natal, Rio Grande do Norte, perguntei a um pastor anglicano sobre o estado das igrejas ali. Ele respondeu que igrejas evangélicas sérias estavam em crise. Repliquei de imediato: – Não, amigo, as igrejas sérias não estão em crise, mas navegando na contracorrente. 

Sei que a versão dos maldosos colou em mim; fiquei com o estigma de mal-resolvido, polêmico e até de herege. No passado, isso me inquietava, mas depois que muitas águas correram sob a ponte, conscientizei-me de que devo continuar tentando abrir picada onde não há trilha sem importar-me com a opinião dos guardiões da reta doutrina. 

Se a busca inquieta por novos ares for controverso, sou controverso. Se não aceitar andar no passo da manada for controverso, eu sou controverso. Se desejar cuidar pastoralmente de famílias com filhos com paralisia cerebral, sem repetir chavões, for controverso, eu sou controverso. Se recusar a aceitar que a miséria de bilhões, que dormem com fome todas as noites, representa o controle de Deus sobre a história for controverso, então eu sou controverso. 

Cambaleante, continuarei. Sob artilharia pesada, escreverei. Espicaçado por eruditos, seguirei. Esta é minha vocação, é minha sina, é meu destino. Comecei, agora vou até o fim. 

Soli Deo Gloria

Fonte: Ricardo Gondim em seu site.

Gondim é um bravo guerreiro e devíamos copiar sua coragem de se expressar e de fazer algo novo, diferente. Há muito tempo que o movimento evangélico vem precisando de uma sacudida. Como também temos coisas lindas em nosso meio, precisamos separar o joio do trigo. São muitos os falsos profetas que têm se levantado para vender uma teologia perniciosa, fabulosa e que promete vida fácil. Porém, este não é o fim último do evangelho. Nossa missão é fazer presente os valores do Reino de Deus, que está muito próximo, mas que ainda não chegou por conta de nosso egoísmo e vã religiosidade.

Sorry!

Publicidade continua sendo uma arte praticada por muitos, mas aperfeiçoada por poucos...

Dica do @walterlongo no Twitter.

Quando a Bíblia faz mal

Sempre que se obedece à Escritura por causa dela mesma, se está cedendo à tentação do Diabo!

Não é de estranhar, portanto, que o pai da fé, Abraão, tenha vivido pela fé na Palavra antes de haver Escritura, mostrando-nos assim, que a Palavra precede a Escritura.

A fé vem pelo ouvir-escutar-crer-render-se à Palavra.

E a pregação só é Palavra se o Espírito estiver soprando. Do contrário, é só prega-ação!

E a pregação que não é Palavra é apenas estudo bíblico, podendo gerar mais doença do que libertação.

A grande tentação é fazer a Escritura se passar por Palavra. As Escrituras se iluminam como a Palavra somente quando aquele que a busca tem como motivação o encontro com a Palavra de Deus. Ou quando o Deus da Palavra fala antes ao coração!

humilhadoA Bíblia é o Livro.

A Escritura é o Texto.

A Palavra É!

“Escritura” sem Deus é apenas um texto religioso aberto à toda sorte de manipulações!

No genuíno encontro com Deus e com a Palavra, a Escritura vem depois.

Sim! A Escritura vem bem depois!

O processo começa com a testificação do Espírito — pelo testemunho da Palavra de que somos filhos de Deus (Atos 16:14; Romanos 8:14-17; 10:17).

Depois, nos aproximamos da Escritura, pela Palavra. Então, salvos da “Escritura” pela Palavra, estudamo-la buscando não o seu poder ou o seu saber, mas a “revelação” imponderável acerca da natureza e da vontade de Deus, que daquele “encontro”—entre a Escritura, a Palavra e o Espírito — pode proceder.

Para tanto, veja João 5:39-40, onde o exame das Escrituras só se atualiza como vida se acontecer em Cristo.

Um exemplo do que digo é a tentação de pular do Pináculo do Templo. Tinha uma “base bíblica”— se levarmos em conta a Escritura como sendo a Palavra. Mas o que Jesus identificou ali foi a Escritura sem a Palavra.

Um ser pré-disposto ao sucesso teria pulado do Pináculo em “obediência” à Escritura e à sua literalidade, violando, para sua própria morte, a Palavra.

Sim! Estava escrito.

Porém, não estava dito!

Ora, é em cima do que está escrito mas não está dito, que não só cometemos “suicídios”, mas também “matamos” aqueles que se fazem “discípulos” de nossa arrogância, os quais, motivados pelas nossas falsas promessas, atiram-se do Pináculo do Templo abaixo.

E é também por causa desse tipo de obediência à letra da Escritura que nós morremos.

A letra mata!

Olhamos em volta e vemos o Livro de Deus em todas as prate-Lei-ras. Vemos o povo carregando-o sob o braço e percebemos que eles são apenas “consumidores de Bíblias”.

Vemos seus lideres e os percebemos, muitas vezes, apenas como “mercadejadores” de Bíblias e dos “esquemas” e “programas” que se derivam do marketing que oferece e vende sucesso em “pacotes em nome de Jesus”.

Sim! E isso tudo não porque nos faltem Bíblias e muito menos acesso à Palavra.

O que nos falta é buscar a Deus por Deus.

O que nos falta é sermos filhos amados de Deus não porque isto nos dá status  Moral sobre uma sociedade que não é mais perdida que a própria “igreja”, coletivamente falando, é claro!

O que nos falta é a alegria da salvação, sendo essa alegria apenas fruto de gratidão.

É somente na Graça que a leitura da Bíblia tem a Palavra para o coração humano. Sem a iluminação do Espírito a Bíblia é apenas o mais fascinantes de todos os best-sellers.

Fonte: Caio Fábio via Pavablog

Texto perturbador do Caio Fábio. Lendo-o, muitas imagens são projetadas em minha mente. Imagens de pessoas pregando a Escritura e não a Palavra. Discurso vazio e sem vida. Manipuladores de massas. Legalistas. Escravizam o povo  e torcem sua visão sobre Deus. Ressaltam a religião. Empobrecem a vida e o que ela tem de mais belo. O que fazer para isso mudar? #dúvidas #revolta

22 de mai. de 2010

Um Deus cheio de graça

Deus, em sua primeira aliança, elegeu um povo para firmá-la, com objetivo de formar uma nação. Isso criou neste povo um sentimento de exclusivismo, de superioridade cultural, religiosa, política, ou seja, excluía os demais povos, os diferentes, as minorias. A manutenção deste modelo se dava pelo alimento (maná) que gerou o materialismo, apego às coisas materiais, posses. E a relação com Deus se dava através da visão, da estética (vide detalhes luxuosos do templo, dos rituais sacrificiais, das roupas sacerdotais). Toda essa objetividade acabou gerando controle.

As coisas mudaram na nova aliança, que é permeada pelo sentimento de inclusivismo, criando um espaço de acolhimento. A manutenção deste modelo se dá por outro tipo de pão, o espiritual, mostrando o desapego às coisas materiais. A relação com Deus agora se dá pela audição (… E como crerão naquele de quem não ouviram falar?… Romanos 10.14) , pela sensibilidade,  pela fé, pela obediência e pelo relacionamento. Deus não quer mais uma nação e sim uma Igreja, uma comunidade onde todos são bem-vindos e recebidos, onde tudo é compartilhado para o bem de todos.

Na antiga aliança, os israelitas instituíram festas para cada etapa (fato importante) da construção da nação: para o primeiro, a saída do Egito, eles instituíram a  festa da Páscoa, para lembrar e ensinar às novas gerações sobre a libertação da escravidão. Outro fato importante foi a travessia do Mar Vermelho, durante a peregrinação no deserto e para tal lembrança foi instituída a Festa do Tabernáculo. Um terceiro fato importante foi a posse da Terra Prometida e a festa para essa fase é a de Pentecostes. 

Semelhantemente, temos três fatos característicos na nova aliança: o arrependimento, convocação pessoal e individual (e não mais da nação), a fé e a confiança em Cristo (é por ele que temos acesso ao Pai e nele devemos permanecer) e a missão e o compromisso de compartilhar essa boa nova para outros. É notório que precisamos aprender mais sobre como viver sobre esta nova perspectiva de vida e também ensinar as próximas gerações toda a magnitude da quebra de paradigma da cruz e, por isso, creio que deveríamos também instituir festas para cada uma destas fases. Enquanto crentes, cremos muito pouco no poder de uma boa comemoração! Devemos celebrar a (nova) vida, a liberdade, a salvação, a alegria de pertencer e servir a Cristo.

Isso parece loucura? Sim, é: Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus (I Coríntios 1:18). Afinal, nosso Deus é festeiro e cheio de graça!

16 de mai. de 2010

Deus, onde estás?

PalavrAntiga

Compositor: Marcos Oliveira De Almeida pobreza

 

Deus, onde estás?
Te procuro, Te procuraria na porta dessa rua

Deus, onde estás?
Olha o que eu vejo agora
O menino dançou sem roupa
O menino botou na boca um doce com gosto de fel

Deus, onde estás?
A igreja arrancou o sino
O homem esqueceu o menino
Fez castelo de ouro e prata e perdeu a vida

Ah! Acende toda luz
Iluminando a Terra que convive com a dor sem esperança

Vai onde há a dor, e cura!
Vai onde não há amor, e ama!
Vai onde há a dor, e alegra!
Vai onde não há amor, transforma!

Teu toque forte muda a sorte de quem Te encontra

Deus, onde estás?
Eu passei por aquele palco

Vi um grande homem fardado
Que gritava ao povo: "Dinheiro!"
Sem piedade

Ah! O homem passou
E se esqueceu da dor que sangra dentro do peito

Vai onde há a dor, e cura!
Vai onde não há amor, e ama!
Vai onde há a dor, e alegra!
Vai onde não há esperança!

Traz esperança!
Faz esperança!
Traz esperança!

 

Em uma das vezes que ouvi essa música, fiquei pensando em como deve ser dura a vida de crianças pobres, perdidas nas favelas do nosso país e também no resto do mundo. Muitas são as crianças sem nome, sem futuro, sem esperança. Será que nossa religiosidade tem alguma culpa nisso?  Jesus Cristo, levava cura e alegria aonde havia dor, levava amor aonde não se podia encontrá-lo, enchia as pessoas de esperança. Sem barganhas, sem lista de regras. E nós, religiosos? Temos feito o mesmo, ou só estamos dando ouvidos aos nossos líderes pedintes de dinheiro em troca de cura para nossos próprios umbigos? Quando a enorme quantidade de templos cristãos começarão a fazer diferença nas comunidades onde estão instalados? Precisamos sair da zona de conforto e trabalhar para que o Reino do Céus chegue às pessoas necessitadas, levando amor, esperança, cura e alegria que só Jesus Cristo pode proporcionar.

Um de vocês não é meu colego

legoceia_biblia Clique para ampliar. Fonte: Verticontes.

9 de mai. de 2010

Feliz dia das mães!

colorir
Um pouco de feijão vira feijoada
Macarrão, macarronada
O limão azedo vira limonada
Um bolo bem gostoso você faz com quase nada
A sobra do almoço vira um belo jantar
Nesse jeito simples de improvisar
A graça de Deus logo se vê
Mamãe como eu amo você

Nesse jeito seu de colorir a vida
Tens o dom de Deus pra multiplicar
Fertilizar, fortalecer
Mamãe como eu amo você

Como eu amo você

Letra da música “Dom da multiplicação” (Turma do Printy).

Internet no Velho Testamento (2)

 

Internet no Velho Testamento2

Clique na imagem (mas não a adore) para ampliar.

Fonte: Verticontes via Pavablog

A escolha dos discípulos

FICHA LIMPA

Fonte: Blog do Josiel Botelho

30 de abr. de 2010

Como identificar igrejas saudáveis e líderes confiáveis

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Em meio a tanta confusão nos arraiais evangélicos, muitos preferem servir a Cristo em seus próprios lares, engrossando assim a fileira da igreja que mais cresce no Brasil e no Mundo: a dos desigrejados. Seu desapontamento com a igreja instituída fez com que agissem como Elias, o profeta solitário que cansou-se de nadar contra maré de corrupção que abatera sobre Israel, planejando terminar seus dias confinado numa caverna. O que ele não sabia é que Deus havia preservado sete mil pares de joelhos que não haviam se dobrado a Baal.

Basta visitar alguns dos milhares de blogs que povoam a blogosfera cristã para certificar-se de que ainda há esperança. A blogosfera transformou-se numa enorme congregação virtual. Gente oriunda de todos os setores da igreja cristã tem a liberdade expor seu descontentamento com o rumo que a igreja tem tomado.

Como pastor, preocupo-me com aqueles que simplesmente desistiram de congregar e se alimentam unicamente do que é postado em nossos blogs. Precisamos muito mais do que isso. Precisamos construir relacionamentos sólidos, submeter-nos a uma liderança madura e respaldada na Palavra, encaminhar nossos filhos a um ambiente saudável, sentir-nos pertencentes a uma família espiritual, e mesmo, contribuir financeiramente com projetos que visem a glória de Deus e o bem-comum.

Daí surgem algumas questões pertinentes:

Poderíamos congregar numa igreja que não fôssemos capazes de recomendar a outros? Sentir-nos-íamos constrangidos e desconfortáveis em trazer nossos amigos e parentes a um culto?
Que tipo de igreja proveria um ambiente seguro e saudável para os nossos filhos? Que igreja poderia ajudar-nos na formação do caráter deles sem intrometer-se em assuntos domésticos e particulares, e sem expor nossa autoridade como pais? Há igrejas onde o pastor se vê no direito de estabelecer regras nos lares de seus congregados. Filhos crescem sem saber se devem honrar a seus pais ou obedecer cegamente a seus líderes espirituais. Imagine um pastor que exija ser chamado de “pai”, ou ser tratado como tal. Ou ainda: o desconforto de um pai cuja autoridade é rivalizada pela autoridade pastoral.
A que tipo de liderança deveríamos nos submeter? Um pastor que não é respaldado por sua própria família (pais, irmãos, filhos, esposa, etc.), estaria apto a mentorar outras famílias? E quando todos percebem que entre ele e a esposa não há amor? Você se submeteria a um pastor cujo casamento não passasse de um embuste? Que tipo de tratamento ele dá aos filhos? A famíla pastoral deve ser referência. Não digo que deva ser perfeita, mas pelo menos saudável.

Seria sábio submeter-nos a uma liderança susceptível a todo tipo de modismo doutrinário? Hoje prega uma coisa, amanhã prega outra totalmente difirente? Seria sábio submeter-nos a uma liderança emocionalmente desequilibrada? Como nossos pastores reagem ante a uma crise? Como reagem quando são elogiados? E quando são criticados? Costumam trazer problemas de casa para o púlpito, ou vice-versa? Gostam de apelar ao emocionalismo? Gostam de tornar as pessoas dependentes deles?

Seria sábio submeter-nos a uma liderança antiética? Quem suporta um pastor que só sabe falar mal dos que o antecederam? Você se submeteria a um pastor que sequer sabe ser grato a quem o instituiu? E mais: com quem ele anda? Quem são seus amigos? Quem freqüenta sua casa? Não me refiro a amizade com pessoas não cristãs, e sim a amizade com falsos cristãos, lobos infiltrados no meio do rebanho para causar-lhe dano. Como acolhem as pessoas que chegam a igreja? Dão o mesmo tratamento independente da posição social? Desprezam os veteranos para dar maior atenção aos novatos? Como são tratados os anciãos? Lembre-se que um dia você será um.

E quanto às contribuições? Seria sábio contribuir numa igreja onde a liderança é pródiga? É correto o pastor fazer compromissos maiores do que os que a igreja possa arcar e depois escapelar os irmãos na hora das ofertas? Como as ofertas são pedidas? Há muita apelação, manipulação e pressão psicológica? E como elas são administradas? A quem o pastor presta contas? Há uma instância acima dele? O que entra na igreja é usado exclusivamente ali ou parte é destinada a trabalhos missionários? Há projetos sociais relevantes? Que resultado esses projetos têm alcançado?

É correto usar o dinheiro da igreja para pagar cachês a cantores e bandas convidadas?

E se o pastor eventualmente cometer um deslize grave, como adultério ou roubo, quem poderá admoestá-lo, ou mesmo puni-lo?

Como a igreja lida com questões políticas? É certo a liderança apontar em quem os membros devem votar? É correto levar candidatos para o púlpito e ceder-lhes a palavra? Há algum trabalho de conscientização para que as pessoas exerçam sua cidadania cabalmente, sem interferência?

Quais os critérios usados pelo pastor para ceder seu púlpito a outro pregador?

Olhe para as pessoas à sua volta, principalmente para que chegaram antes de você e pergunte-se: Elas são hoje pessoas melhores do que eram anos atrás? As pessoas que congregam ali estão amadurecendo na fé? Lembre-se: elas podem ser você amanhã.

E quanto ao culto? Percebe-se a presença de Deus naquele lugar? Há reverência ou simplesmente oba-oba? As pessoas que freqüentam estão realmente interessadas na Palavra ou só aparecem quando há algum evento ou convidado especial?

Essas são apenas algumas questões que precisam ser consideradas. Se você tiver alguma outra questão igualmente relevante, por favor, poste em seu comentário.

O que não podemos é desistir da igreja de Cristo, seja reunida de maneira formal ou informal. Não basta criticar, urge encontrarmos saída para resgatá-la deste estado calamitoso em que chegou.

Hermes C. Fernandes em seu blog.