1 de fev de 2014

Tempo é (só) dinheiro?

O mês de janeiro chegou ao fim e muitas pessoas se pegam assustadas com a sensação que de ele passou muito rápido. É comum ouvir a expressão “a virada foi ontem” ou “já estamos em fevereiro”. Há aqueles que se sentem frustrados, pois começam a perceber que muitas das resoluções de ano novo não passam de apenas boas intenções, ou seja, nenhuma ação foi realizada para colocá-las em prática.

É fato que temos a impressão de que o tempo está passando muito rápido. Mas será que os ponteiros do relógio estão realmente andando mais afobados? Ou seria somente uma impressão, em virtude das infinitas possibilidades que nos distraem, das novas formas de acesso à informação, de entretenimento e de interações sociais?

Diante desse cenário, devemos tomar atitudes mais positivas e pró-ativas, pois se deixarmos nossas resoluções de ano novo ou nossos projetos à deriva do barco do acaso, eles serão naufragados pelo cotidiano.  Certa vez, Eugenio Mussak postou em seu perfil no Facebook: “Sem vontade, disciplina e atitude, corremos o risco de desperdiçar os melhores momentos...”. A lendária banda Legião Urbana tem uma música que diz que “todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo, temos todo o tempo do mundo”. Portanto, devemos estar atentos e administrar esse tempo, não só para ganhar dinheiro, mas também para buscar realização, equilíbrio de vida e outras coisas que nos são preciosas.

Para não ser perder em coisas circunstanciais, é necessário definir o que é importante, pois não adianta optar pelo outro extremo de querer fazer tudo, pois é possível que você acabará não fazendo (quase) nada. Liste aquilo que é fundamental e defina três ou quatro metas para um período de um ano. Resista à vontade de fazer uma lista grande de coisas e que (talvez) nunca serão realizadas. Depois da escolha dos itens, escreva um plano de ação para cada um deles e defina indicadores para verificar o cumprimento dos planos.

O grande Mário Quintana escreveu sua visão de vida e tempo no poema “O Tempo”:

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Ainda temos muito tempo, neste ano, o suficiente para cultivar as boas lembranças do passado, eternizar instantes do presente e planejar o futuro. Aproveite, pois o tempo passa, inevitavelmente, para todos!
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